Terça-feira, 15 de Janeiro de 2013
Saúde Mental - Depressão: estigma e incapacidade

Dr. Álvaro Carvalho (médico de Saúde Mental e Psiquiátrica residente. Foi director do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental, do Hospital São Francisco Xavier e esteve ligado por diversas vezes à reestruturação da Saúde Mental, tendo sido o director do Serviço de Psiquiatria e de Saúde Mental da DGS, de 1996 a 2000.

Hoje, para além de docente na Faculdade de Ciências Médicas, integra a Coordenação Nacional para a Saúde Mental. E esteve, desde o início, ligado aos Centros de Responsabilidade Integrada.
Os problemas de psiquiatria são hoje dos mais graves das sociedades. Entre as dez maiores causas de incapacidade no mundo, cinco são de origem psiquiátrica e, no entanto, ainda há um grande estigma em relação à doença mental…
Dr. Álvaro Carvalho (psiquiatra): Sim, sim. Há uma incapacidade sobretudo em relação à actividade produtiva. E era preciso sensibilizar os poderes públicos e políticos para este problema.
A depressão, por exemplo, neste estudo que a OMS fez em 1996, estava em quarto lugar com a perspectiva de subir a primeiro ou segundo, em poucos anos.
O que tem sido feito entre nós é muito limitado e inconsequente. Se os poderes públicos assumirem esta importância da Saúde Mental, as resistências que possam existir, a integração a nível profissional ou até o estigma que a população em geral ainda mantém, podem alterar-se.
As pessoas ainda dizem que sofrem “dos nervos” e vão ao neurologista em vez de ir ao psiquiatra, porque ir ao psiquiatra pressupõe a existência de um problema psíquico.
Felizmente, a prevalência das psicoses esquizofrénicas anda à volta de 1% relativamente à população em geral. São situações muito dramáticas que deixam as pessoas muito impressionadas porque ouvem vozes, sentem-se perseguidas, têm alterações de comportamento, ou até comportamentos agressivos, o que assusta as pessoas.
Mas mesmo a depressão, que não assusta tanto, apesar de poder ser muito incapacitante, não leva a pessoa ao médico. E essa é uma das razões porque está subdiagnosticada…
Dr. Álvaro Carvalho (psiquiatra): Existem vários tipos de depressão. Felizmente que a maioria das situações depressivas são “menores” e não há o risco de algo dramático, como nas graves, que é o suicídio. Mas entre nós ainda é relativamente frequente as pessoas tomarem complexos vitamínicos ou simplesmente tranquilizantes.
Um dos sintomas mais comuns nas depressões “menores” é a dificuldade de adormecer.
E muitas vezes anda-se ali meses, ou mesmo anos, com situações que se podem agravar, e a tomar medicamentos que podem dar dependência e que não vão resolver o verdadeiro problema.
Dr. Ricardo Gusmão (especialista em psiquiatria), fez a sua tese de doutoramento sobre “a depressão”. Segundo a sua tese, muitos médicos de família não têm a capacidade de diagnosticar alguns casos de depressão e essa será uma das razões pela qual estará subestimada…
Dr. Ricardo Gusmão: Sim, mas o problema não é intrínseco à qualidade dos médicos de família. É algo que diz respeito aos profissionais de saúde, à actividade docente, e tem a ver com o facto da saúde mental não estar integrada nas outras áreas do ensino médico.
Tento comunicar a importância de diagnosticar e tratar a depressão. A depressão é uma doença sistémica que tem impacto ao nível de todo o corpo, do que as pessoas pensam, sentem e ao nível das emoções.
Tem um impacto ao nível do tubo digestivo, das dores de cabeça, dos ossos, dos músculos. E muitas vezes as pessoas não identificam como sendo um problema psicológico, sendo estes os componentes aparentes das síndromes depressivas.
O ensino médico é muito concentrado nos sistemas: ossos, fígado, estômago, coração, cérebro, nervos periféricos... Há por vezes a dificuldade de compreender o indivíduo como um todo e esquecemo-nos que o cérebro é o núcleo central, que controla tudo o que está da pele para dentro mas também da pele para fora.
E há uma grande dificuldade em perceber que o sofrimento mental faz parte da vida e é normal, e depois distingui-lo daquilo que é patologia.
 
in http://servicodesaude.blogs.sapo.pt/32502.html


publicado por enfarpeladasocumveu às 00:19
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Quarta-feira, 28 de Julho de 2010
Benedicto Crespo: «El consumo de cannabis multiplica el riesgo de esquizofrenia y explica el 50% de los casos».

Benedicto Crespo, profesor titular de Psiquiatría de la Facultad de Medicina de la Universidad de Cantabria y director del Programa Asistencial de Fases Iniciales de Psicosis (Pagip), lamenta la permisividad con que las autoridades, especialmente las sanitarias, dejan vía libre al consumo 'terapéutico' del cannabis y añade: «El consumo de cannabis multiplica el riesgo de padecer la enfermedad de esquizofrenia. El consumo de esta droga explica el 50% de los casos». Es una de las conclusiones a las que se han llegado en un estudio que cuenta con la colaboración de diferentes centros europeos especializados en cada rama específica: análisis celulares, trabajo con animales, etc. y con el que pretenden encontrar la asociación entre la morfología del cerebro y el desarrollo de esta enfermedad. «Es uno de los trabajos que estamos desarrollando dentro del servicio de Psiquiatría del hospital Marqués de Valdecilla, del que José Luis Vázquez es jefe. Hace ya diez años que analizamos la morfometría del cerebro de los pacientes que debutan con un primer episodio de esquizofrenia», concreta Crespo. Tras diez años de trabajo ya se pueden avanzar conclusiones. «Ahora tenemos claro que no podemos diagnosticar por medio de la neuroimagen, pero hay parámetros indicativos, como el aumento de los ventrículos laterales del cerebro y la disminución del volumen total de la masa cerebral. Son factores que están ya presentes al comienzo de la enfermedad y son independientes al desarrollo de los síntomas», concreta Crespo. Pero la vulnerabilidad genética no determina la aparición de la esquizofrenia. La combinación de predisposición natural y otros factores que intervienen en el desarrollo del cerebro se acerca más a la realidad de los riesgos. «La mayor parte de las circunstancias que pueden desencadenar la enfermedad se viven en el periodo previo e inmediatamente posterior al nacimiento. Infecciones, estrés, alteraciones durante el parto -tanto de la madre como del hijo- etc., pueden sellar un futuro de enfermo de esquizofrenia», explica Crespo.

 

 

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publicado por enfarpeladasocumveu às 14:19
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Domingo, 4 de Outubro de 2009
Un nuevo estudio pone de manifiesto que esquizofrenia y bipolaridad comparten una etiología genética común.

Muchas investigaciones científicas apuestan por un origen genético común para la esquizofrenia y la bipolaridad. Un estudio publicado en 'Archives of General Psychiatry', ha dado un paso más en el análisis de la interconexión de estas patologías, sugiriendo que los parientes de quienes sufren alguna de estas dos dolencias tienen casi el doble de riesgo de sufrir el otro trastorno.

El trabajo se basó en 38 estudios en los que se analizó la tasa de incidencia de trastorno bipolar en familiares de pacientes con esquizofrenia y 39 estudios en los que se examinó la afectación de esquizofrenia en parientes de primer grado de enfermos bipolares. Estos trabajos resultaron 'finalistas' y fueron escogidos entre un total de 2.326 investigaciones.

Jared X. Van Senllenberg, del departamento de Psicología de la Universidad de Columbia, y Teresa de Candia, de la Universidad de Colorado (ambas en EEUU), analizaron y cotejaronos resultados de dichos estudios, y legaron a la conclusión de que el riesgo de sufrir trastorno bipolar entre los familiares directos de enfermos con esquizofrenia es del 0,99% frente al 0,48% de las personas del grupo control (sin allegados con esta patología), mientras que la propensión a sufrir esquizofrenia en los parientes de primer grado de un afectado por trastorno bipolar es del 1,77%, frente al 0,85%.

Mucho más alto resulta el riesgo de sufrir la misma enfermedad del familiar: un 6,68% en el caso de la esquizofrenia frente al 0,85% y un 10,54% en el trastorno bipolar frente al 0,48% .

Lo autores concluyen que los familiares de primer grado de los enfermos de esquizofrenia y trastorno bipolar tienen un riesgo muy alto de desarrollar la misma patología que su pariente, al tiempo que existe una probabilidad baja, pero incrementada respecto al resto de la población, de desarrollar esquizofrenia si un familiar sufre de bipolaridad y viceversa. Por otra parte, señalan que existe un riesgo intermedio de sufrir un desorden esquizoafectivo, independientemente de que su familiar directo sufra esquizofrenia o bipolaridad.

 

FUENTE: ARCHIVES OF GENERAL PSYCHIATRY. 2009 JUL;66(7):748-755.

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publicado por enfarpeladasocumveu às 02:17
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