Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010
Os segredos do sexo oposto: diferenças entre cérebros feminino e masculino

 Existem muitas diferenças entre homens e mulheres e não são apenas físicas. Saiba o que os distingue na saúde.

«É verdade que os homens precisam mais de sexo do que as mulheres?» A pergunta é uma das 163 dúvidas fundamentais do livro «Por que é que os homens têm mamilos?», escrito por Mark Leyner e pelo médico Billy Goldberg e editado pela Plátano Editora. E a resposta, que cita um estudo da Nature Neuroscience, é taxativa: «claro que sim!».
Além desta e de outras diferenças óbvias (como os cosméticos, os saltos altos e os aspectos físicos mais evidentes), homens e mulheres têm também fisiologias diferentes e algumas doenças têm mesmo sexo, afectando mais um género do que outro.
A comunidade científica está a despertar para estas subtilezas, começando inclusivamente a surgir centros de investigação e especializações em Medicina de género.
 
O coração
 
O principal inimigo da mulher situa-se nas doenças do aparelho circulatório, a primeira causa de morte no feminino em Portugal. Por ano, mais de 22 mil mulheres são vítimas de doenças cardiovasculares, com o acidente vascular cerebral (AVC), o enfarte ou angina de peito no topo das complicações.
«Surpreendentemente», assinala Manuel Carrageta, presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia, «morrem mais quatro mil mulheres que homens por ano em Portugal com estes problemas» e «nove vezes mais mulheres com doenças cardiovasculares do que por cancro da mama».
A Cardiologia é justamente uma das especialidades em que o conhecimento das diferenças entre géneros está mais desenvolvido, mas os métodos de diagnóstico reflectem ainda pouco essas diferenças. «Os sintomas na mulher são mais difíceis de valorizar», frisa Manuel Carrageta.
Por exemplo, em caso de enfarte na mulher, é frequente não haver a «típica dor retroesternal». As técnicas de diagnóstico têm igualmente menor eficácia, «o tratamento, quer médico quer de intervenção ou cirúrgico, tem menos sucesso e o prognóstico é mais reservado» alerta o especialista.
 
As hormonas
 
As hormonas e a sua ligação com os genes têm uma grande influência em todos os processos, nomeadamente nas doenças que afectam mais as mulheres.
Os mesmos estrogénios que dão às mulheres mais defesas imunológicas, com uma resposta mais rápida e mais sólida, podem ser responsáveis pelos erros que permitem o surgimento de doenças auto-imunes.
Margarida Carneiro, investigadora na área da Imunologia, em especial da artrite reumatóide, indica que as doenças auto-imunes afectam principalmente mulheres. E é, justamente, durante as fases em que as hormonas estão mais activas que estas atacam.
O síndroma de Sjrögen, reconhecido pela secura nos olhos e boca, é o que afecta maior número de pessoas: dois a três por cento da população, na proporção de seis mulheres para um homem.
A artrite reumatóide, com inflamação nas articulações, afecta um por cento da população, e três mulheres para um homem. Cerca de 0,2 por cento da população tem lúpus, na proporção de oito mulheres para um homem.
Em todas estas doenças, a recomendação da investigadora, secretária-geral da Sociedade Portuguesa de Imunologia, é simples: consulte um reumatologista. Estas doenças têm de ser detectadas logo no início, para haver melhores resultados do tratamento.

O cérebro
feminino e masculino

Existem muitas diferenças entre os cérebros feminino e masculino, sendo que ao nível funcional e comportamental se encontram as maiores desigualdades, indica Nelson Lima, director executivo do Instituto da Inteligência.

«As doenças neurológicas e psiquiátricas afectam [também] homens e mulheres distintamente», sublinha o especialista, exemplificando com a hiperactividade e a síndrome de Asperger, doenças mais masculinas, a bulimia nervosa e o Alzheimer, mais femininas. Mas não é só o sexo que influi.

«As diferenças hormonais, biológicas e também sociais e comportamentais resultantes da cultura, das condições e dos estilos de vida» entram neste jogo. Truques? «Ler, passear, fazer amigos, conviver com os mais novos, uma dieta sadia, uma sesta a meio do dia...», recomenda.

Uma coisa é certa: quanto mais usar o cérebro, mais jovem ele se manterá. «A mente pode ser reforçada por actividades sociais, novas aprendizagens e evitando rotinas entediantes. Tudo isto insere-se na chamada neuróbica», explica o neuropsicólogo.

«Os exercícios mais estruturados de treino mental, como a meditação activa, pertencem à categoria de neurofitness e podem ser aprendidos com instrutores habilitados», acrescenta ainda.


Sabia que...
A osteoporose pode ser evitada com um estilo de vida saudável, com uma dieta rica em cálcio e vitamina D e exercício físico regular.


Diferenças entre X e Y

  • Apesar das doenças cardiovasculares serem comuns no sexo feminino, o especialistas em Cardiologia são, na sua maioria, homens. O INE contabiliza 585 cardiologistas homens e 167 mulheres.
  • Em 2005, a diabetes esteve na origem da morte de 2611 mulheres e 1959 homens.
  • As mulheres têm oito vezes mais hipóteses de sofrerem de osteoporose (doença que torna os ossos mais frágeis) do que os homens.
  • A asma e o estado de mal asmático provocaram a morte de 73 mulheres e 39 homens, enquanto que a gripe esteve na origem da morte de 31 mulheres e 17 homens em 2005 .
  • O cancro da próstata é uma doença comum no sexo masculino, que fez 1636 vítimas em 2005.
  • Não só as mulheres têm cancro da mama, embora liderem a tabela: 19 homens e 1479 mulheres foram vítimas dessa patologia em 2005.
  • Só as mulheres podem engravidar (isto não é novidade nenhuma), mas é em equipa que isso acontece. Um casal normalmente fértil tem apenas 25 por cento de hipóteses de conceber a cada mês.
  • Em 2005, morreram mais homens do que mulheres de VIH, doenças crónicas das vias aéreas inferiores, doenças do aparelho digestivo, doenças crónicas do fígado, acidentes de transporte e tuberculose.
  • A infertilidade não se limita ao sexo feminino: 40 por cento dos casos deve-se à mulher, 40 por cento ao homem e os restantes 20 a ambos ou fica por explicar.

 

Texto: Joana Andrade com Manuel Carrageta (cardiologista), Margarida Carneiro (investigadora em imunologia) e Nelson Lima (neuropsicólogo)
Fontes: INE, APOROS, Webmd.com Retirado do Sapo on line em 03-01-2010 




publicado por enfarpeladasocumveu às 00:59
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Domingo, 3 de Janeiro de 2010
El suplemento herbal ginkgo biloba no ralentiza el declive cognitivo en las personas mayores.

Según los resultados de un estudio de la Universidad de Pittsburgh en Estados Unidos, el ginkgo biloba, suplemento herbal que los mayores utilizaron durante varios años no tenían una tasa más lenta de declive cognitivo en comparación con quienes recibieron placebo.

El ginkgo biloba se comercializa ampliamente y se utiliza para mejorar, prevenir o retrasar el deterioro cognitivo asociado con el envejecimiento y los trastornos neurodegenerativos como la enfermedad de Alzheimer. En Estados Unidos y sobre todo en Europa, esta planta se utiliza como tratamiento alternativo y consumido específicamente para prevenir el declive cognitivo asociado a la edad. A pesar de ello, se carece de pruebas de su efecto sobre el funcionamiento cognitivo a largo plazo procedentes de grandes ensayos clínicos.

Los científicos, dirigidos por Beth E. Snitz, analizaron los resultados del estudio Ginkgo de Evaluación de la Memoria para evaluar si la hierba ralentizaba la tasa de declive cognitivo en los mayores con un deterioro cognitivo normal o leve al inicio del estudio. Los primeros datos mostraron que el ginkgo no era eficaz para reducir la incidencia de la demencia por Alzheimer o la demencia global. El ensayo clínico incluía a 3.069 participantes de entre 72 y 96 años que recibieron dos dosis diarias de 120 mg de extracto de ginkgo biloba o un placebo que parecía idéntico. El estudio se realizó en seis centros médicos académicos de los Estados Unidos entre 2000 y 2008, con un seguimiento de 6,1 años.

Los resultados de este ensayo mostraron que no existían pruebas de un efecto del ginkgo biloba sobre cambios cognitivos globales ni evidencia de efectos sobre dominios específicos de la cognición como memoria, lenguaje, atención, habilidades visuoespaciales y funciones ejecutivas. Los autores tampoco descubrieron diferencias en los efectos del tratamiento según edad, sexo, raza, educación o estado cognitivo inicial.

Los investigadores concluyen que no encontraron evidencias de que el ginkgo biloba ralentice la tasa de declive cognitivo en los mayores.

 

FUENTE: JAMA. 2009 DIC;302(24):2663-2670.

 

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publicado por enfarpeladasocumveu às 00:46
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Musicoterapia para el pitido de oídos.

El tinnitus o acúfeno, es uno de los problemas de oído más habituales en los países industrializados que obliga a quienes lo sufren a escuchar un ruido en sus oídos a todas horas, podría tener su remedio en la música. Se calcula que entre un 1% y un 3% de quienes sufren este zumbido tiene una merma importante de su calidad de vida (hasta el punto de llegar a la depresión o el suicidio en los casos más graves).

La investigación realizada que se publica en la revista 'Proceedings of the National Academy of Sciences' sugiere que una terapia musical podría aliviar el problema.

Actualmente gracias a las modernas técnicas de neuroimagen, los científicos han visto que el origen del problema no está tanto en el oído como en la región del cerebro que controla la audición (el córtex auditivo). Según esto, las neuronas dejan de responder a la frecuencia para la que están diseñadas y reaccionan también a las frecuencias vecinas, provocando una especie de sobreactivación permanente. De esta manera, a mayor distorsión de las neuronas de este área, mayores niveles de tinnitus.

Christo Pantev y su equipo, de la universidad alemana de Westfalia, llevaron a cabo un experimento de musicoterapia seleccionando a ocho personas que sufrían este trastorno desde hacía una media de cinco años. Teniendo en cuenta sus gustos musicales diseñaron una terapia musical personalizada. A la música elegida, le eliminaron las notas correspondientes a la misma frecuencia en la que los afectados escuchaban su zumbido; adaptando este 'borrado' selectivo a cada tipo de pitido.

Los resultados mostraron que tras un año escuchando regularmente sus partituras favoritas en los auriculares, los ocho participantes mostraron una mejora significativa en sus molestias en comparación con otros 15 voluntarios que fueron tomados como grupo control. Además los investigadores realizaron pruebas de imagen para comprobar el efecto que la musicoterapia había tenido en su córtex auditivo.

Los ocho sujetos que habían escuchado la música personalizada tenían menos actividad en el córtex cerebral que los otros ocho sujetos que habían oído melodías sin tratar y los otros siete que no recibieron ninguna terapia, según explicó Pantev.

Los investigadores defendieron que esta terapia es de bajo coste y con pocos efectos secundarios y además el hecho de que los pacientes pudiesen elegir sus canciones favoritas hace que estén más atentos y se active el sistema de recompensa lo que provoca la segregación de dopamina, una hormona que juega un papel importante en la reorganización del córtex auditivo.

 

FUENTE: EL MUNDO. 2009 DIC

 

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publicado por enfarpeladasocumveu às 00:35
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